São Paulo Fashion Week N46/2018

Oiii. Eu demoro tanto de vir aqui e sempre que venho digo que vou escrever com mais frequência, e ai as coisas não saem como planejado por conta de outras prioridades, mas dessa vez não irei prometer nada. Apenas contar um pouco dos nossos dias durante a semana de moda mais famosa do Brasil e uma das mais famosas da America Latina, o SPFW – São Paulo Fashion Week edição N46/2018.

Foi a nossa primeira vez, minha (Vanessa) e de Jessica. Com certeza fomos muito felizes por estar realizando um desejo que muitas pessoas que trabalham com moda tem. Além do mais, um pouco mais empolgadas por ser a primeira vez de Jessica em São Paulo, a cidade que promete.

Arrumamos nossas malas, Jessica levou todos os looks certos e eu levei peças básicas que poderiam ser usadas umas com as outras facilmente. Mas o frio foi mais do que o esperado e Jessica acabou que nem usou todos os seus looks (nem eu), tendo que remodelar para sanar a frieza de modo mais fácil.

Voamos e chegamos em SP, primeira parada em campinas e uma hora e meia depois estávamos prontas para dormir e iniciar o dia na megalópole.

Eu iria contar passo a passo do que fizemos, mas nesse post eu vou destinar apenas ao SPFW.

Pois bem, no primeiro dia erramos o endereço do local de abertura. Mas no segundo dia estávamos lá, plenas.

Pudemos assistir diversos desfiles, Modem, Cotton, Ronaldo Fraga, Top Five, Apt 03, Amir Slama, posso estar esquecendo de algum. Além do projeto estufa que envolve cultura e arte, onde as pessoas poderiam interagir com as ações e mostrar novas formas de criar, produzir moda e distribuir.
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Vamos ao meu pensamento nesse atual momento. Primeiramente, é um projeto bem legal. Aconteceu numa área vulnerável da cidade onde tinha uma cracolandia, sim, cracolandia (no primeiro dia erramos o endereços e fomos parar lá a noite, onde muita coisa ainda faltava organizar e o redor era bem feio, ficamos com medo). O que eu acho disso? Muito bom. Em partes. Pq? Porque era nesse local mas não havia nenhuma ação de reestruturação e auxílio dessas pessoas, desse meio. A proposta de pensamento e reflexão sobre o social e a natureza, onde tem intuito de apresentar novos locais, movimentações urbanas e renovação vão por água abaixo já daí. O local é um galpão, o qual foi chamado de ARCA. Tem contrato até o N50 em 2020 e esse nome foi dado pela agência Nós Consulting (não achei o motivo, mas podemos imaginar)paulo

A entrada era apenas com convites até para a participação dos projetos que visam agregar o social. Lá dentro tinha duas salas de desfiles, stand do Santander que foi o maior patrocinador do evento, Sebrae, ChilliBeans, Projeto Estufa, Stand da Jeep (que era como um local reservado para convidados e alguns de imprensa (mais famosos(que eu não conhecia(não entendi bem), uma praça de alimentação onde um picolé custava R$ 16,00, mas tinha brigadeiro de R$4,00, foodtrucks dentre outras coisas para comer. Tinha também uma mini pistinha de skate e alguns blocos de interações bem legais, como a sala branca que por fora era amarelo-flúor e media a temperatura do local de acordo com a “felicidade”. Também tinha uma loja de roupa e acessórios, que me perdoem, esqueci o nome agora e não achei o cartão de lá.

 

O N46 contou também com o Iguatemi Talks com algumas palestras e workshops que ocorreram no shopping Iguatemi JK. Essas eram livres pois você poderia pagar para assistir. Haviam entradas de meia por R$ 25,00 para alguns workshops, meia de daypass para palestras por R$ 75,00 dentre outros valores de inteira também. Assistimos na quarta-feira as palestras com Lilian Pacce e Natalie Klein, Contanza e Isabella Fiorentino, Ucha, Nonoouri e Camila Coutinho…foi um bate-papo contando as experiências de cada uma, o que nos serve de inspiração e não tenho como mensurar aqui, mas digo que é uma oportunidade e tanto poder ouvir um pouquinho do que esses grandes tem a dizer.WhatsApp Image 2018-10-24 at 21.32.25

Sobre os desfiles: óbvio que gostamos mais de uns do que outros, isso é natural. Eu mesma fiquei fascinada pelo desfile e crítica de Ronaldo Fraga, onde usou a passarela para apresentar uma performance que contava a nossa situação atual no Brasil, a briga contra o desrespeito/ódio e em favor do amor. Outros desfiles mais clássicos apresentando suas peças comuns e ao final alguns de seus estilistas levantaram bandeira de protesto, sempre em favor do amor.

Eu particularmente me encanto mais quando o desfile tem conteúdo, principalmente com tudo que estamos vivendo, afinal é um lugar que você pode protestar com segurança, não da para se apegar somente a Disney como fez a Água de Coco.

Tiveram também os desfiles de pequenos empreendedores pelo Projeto Estufa, o que é legal, mas acompanhei bem pouco, por conta do acesso mesmo.

Então, o SPFW vem evoluindo com uma proposta legal, porém ainda é um local bastante elitizado. Se se importam com uma classe menos favorecida, não é o que eles conseguiram passar. Para conseguir os convites não é fácil e para entrar nesse mundo menos ainda. É triste, pois poderia se pensar em inclusão real da sociedade, há pessoas que sonham em conhecer esse mundo e não tem uma oportunidade sequer para alcançar. Mas é isso que a nossa sociedade prega, quanto mais ricas as pessoas daquela bolha mais valor suas peças tem e por um lado não estão errados, uma vez que no nosso país o trabalho em moda, arte e cultura não é passado com o real valor que se tem, por outro, meu coração se parte porque querendo ou não nem eu faço parte dessa elite, nem muitos que desejam viver de moda.

Independente disso, ressalto que é uma experiência única de crescimento pessoal e profissional. Além do mais conhecemos pessoas fantásticas dentre convidados e famosos. Minha cabeça deu uma fervilhada nos últimos dias, por conta desse processo de aprendizado. Acredito que a de Jessica também e espero poder colocar pelo menos 10% em pratica.

Ah. Todos os dias em que fui ao desfile ou saí nas ruas de SP eu estava com alguma parte do look ou make em vermelho, minha mínima forma de protesto foi essa, pois eu tive medo mas também não poderia deixar de ser eu. Vermelho em nome da vida, do sangue, do amor.

 

Agradecemos ao amigo Magno, a nossa viagem não poderia ser melhor sem você.

Quem desejar acompanhar um pouco mais da uma olhada lá no

@jelbittencourt e @vanbitten

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